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domingo, 4 de outubro de 2009

O4 DE OUTUBRO - DIA DOS ANIMAIS E DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS



ORAÇÃO DOS ANIMAIS

Meu São Francisco de Assis
Protetor dos animais
Olhai por nós que rogamos
Vossa bênção e muita paz.

Olhai os abandonados
Sofrendo agruras nas ruas
E os que puxam carroças
Açoitados nas ancas nuas.

Pelos pobres passarinhos
Que não podem mais voar
Presos em rudes gaiolas
Só porque sabem cantar.

E as cobaias de laboratório
Que sofrem dores atrozes
Em experiências terríveis
Que lhes impõem seus algozes.

Pelos que são abatidos
Em matadouros insanos
Para servir de alimento
Aos que se dizem humanos

Olhai os que são perseguidos
Sem piedade nas florestas
Só por causa da ambição
Dessas caçadas funestas.

Pelos animais de circo
Que não têm mais liberdade
Presos em jaulas minúsculas
À mercê de crueldade.

Olhai os bois de rodeio
E os sangrados nas touradas
Barbárie e crimes impostos
Por pessoas desalmadas.

Pelos que têm de lutar
Até a morte nas rinhas
Quando o homem faz apostas
Em transações tão mesquinhas.

Olhai para os que são mortos
Nos macabros rituais
Em altares religiosos
Que usam sangue de animais.

Meu bondoso protetor
Oro a vós por meus irmãos
Para que sua dor e tristeza
Não sejam sofrimentos vãos

(Ivana Maria França de Negri)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

FOCINHO



Focinho...

Ah, se as pessoas soubessem o que há por trás de um focinho....
Focinho úmido, geladinho,
Preto, marrom, desbotadinho;

Ah, se as pessoas soubessem o valor de um focinho,
Focinho medroso ou metido,
Focinho manhoso, carinhoso,
Simples amigos focinhos;

Ah, se as pessoas tivessem ao menos um focinho,
Não sobre o próprio rosto,
Mas em carne, pêlo e osso,
Fonte pura de carinho;

Ah, se as pessoas protegessem os focinhos,
Focinhos que vivem sozinhos,
Amores desperdiçados, focinhos amargurados,
Focinhos pra todo lado;

Ah, se as pessoas conhecessem os focinhos,
Quanto amor, quanto carinho,
Anjos peludos, sem narizinhos;
Anjos fofos atrás de focinhos;

Ah, se eu pudesse ver todos os focinhos,
Amados e acolhidos,
Crianças da criação, anjos de bem querer,
Focinhos em plena evolução;

Ah, se as pessoas soubessem,
Quanto amor e dedicação,
Quanta vida, quanta paixão,
Quanto vale o amor de um cão

(Desconheço a autoria)

quinta-feira, 29 de março de 2007

MAGIA NEGRA


MAGIA NEGRA
(Cris Cervo)

Trago dentro de mim,
mesmo que alguém abomina,
a magia que tanto encanta,
a presença que sempre ensina,
a calma que sempre acalanta,
a beleza que tanto fascina...
Meus olhos não vêem maldade,
minha "fala" não agride ninguém,
nos telhados da cidade,
eu sou um felino do bem...
Cismam com meu porte,
meus olhos, minha cor,
mas tudo isso por sorte,
foi escolha do Criador...
pois no arco-íris do infinito,
as cores andam de mãos dadas,
fazendo o céu ser mais bonito...
Ele me fez negro,
por sua espontânea vontade,
porém não plantou no meu peito,
nenhuma semente de maldade
Ele me fez negro,
como a noite sem luar,
com duas pérolas amarelas,
para o meu caminho trilhar...
Felino é o meu nome,
negra é minha cor,
não conheço o ódio,
sou diferente dos homens,
não sei plantar desamor...


Rhoger, meu anjo negro e lindo, esse texto fiz para você, que escolhi para representar todos os felinos da cor negra, dizendo para todos vocês, o quanto vocês são queridos e amados e importantes nas nossas vidas, porque quando amamos de verdade, nada importa, o amor incondicional de vocês para com a gente é muito mais importante que tudo... esse amor se faz superior à qualquer "detalhe". Porque quando se ama ANIMAIS, não existe meio termo: Ou se ama TODOS, ou NENHUM.

Infelizmente meu Rhoger, a ignorância que ainda prevalece sobre a terra é enorme, e criaturas, cujos espíritos ainda não foram "reciclados" continuam tendo uma visão completamente distorcida e comprometida e possuindo um coração desprovido de AMOR, porque ainda não conseguiram evoluir.

Peçamos a Deus e a Francisco de Assis, que essas pessoas consigam "lapidar" seus espíritos, conseguindo enxergar seus erros, e vindo a corrigi-los à tempo.

Pra VOCÊ e para TODOS os felinos negros que embelezam o planeta, o meu IMENSO carinho.

Cris Cervo


Créditos:

Imagem: O belo gatão RHOGER:

http://fotolog.terra.com.br/felina2005

Poema e texto final: CRIS CERVO

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

04 DE OUTUBRO - DIA MUNDIAL DOS ANIMAIS


Dia dos Animais e de S.Francisco Posted by Picasa

ORAÇÃO DOS ANIMAIS

Meu São Francisco de Assis
Protetor dos animais
Olhai por nós que rogamos
Vossa bênção e muita paz.

Olhai os abandonados
Sofrendo agruras nas ruas
E os que puxam carroças
Açoitados nas ancas nuas.

Pelos pobres passarinhos
Que não podem mais voar
Presos em rudes gaiolas
Só porque sabem cantar.

E as cobaias de laboratório
Que sofrem dores atrozes
Em experiências terríveis
Que lhes impõem seus algozes.

Pelos que são abatidos
Em matadouros insanos
Para servir de alimento
Aos que se dizem humanos

Olhai os que são perseguidos
Sem piedade nas florestas
Só por causa da ambição
Dessas caçadas funestas.
Pelos animais de circo
Que não têm mais liberdade
Presos em jaulas minúsculas
À mercê de crueldade.

Olhai os bois de rodeio
E os sangrados nas touradas
Barbárie e crimes impostos
Por pessoas desalmadas.

Pelos que têm de lutar
Até a morte nas rinhas
Quando o homem faz apostas
Em transações tão mesquinhas.

Olhai para os que são mortos
Nos macabros rituais
Em altares religiosos
Que usam sangue de animais.

Meu bondoso protetor
Oro a vós por meus irmãos
Para que sua dor e tristeza
Não sejam sofrimentos vãos

(Ivana Maria França de Negri)

terça-feira, 2 de maio de 2006

FRANCISCO DE ASSIS


Francisco de Assis Posted by Picasa
(Cris Cervo)

Quem não conhece Francisco,
Aquele que foi só doação,
Homem de coração nobre,
Que sendo tão rico,
Optou por ser pobre,
Para se igualar aos irmãos...

Francisco de Assis
Tua Fé foi tão grande,
Teu amor foi bastante,
Até com os animais,
Amou os doentes,
Com suas feridas,
Doou seus pertences,
Aos pobres da vida...

Francisco de Assis,
Amou as florestas,
Os pássaros cantando,
Inventava um sorriso,
À quem via chorando...

Francisco de Assis,
Por onde andava,
Amava os bichinhos,
Seres tão pequeninos,
Que ninguém ajudava...

Francisco querido,
Agora eu lhe digo
Com toda certeza,
Quanta falta Você faz...

Hoje aqui na terra
Há tanta pobreza,
E o homem faz guerra
Até com os animais...

Francisco querido,
De tantos pedidos
Que eu já lhe fiz,
Me atenda outra vez,
Um pedido especial:
Arrume um jeitinho
E volte na terra,
Transforme essa esfera,
E acabe com o mal...

Renasça Francisco,
Francisco pequeno,
De olhos tão ternos,
De gestos fraternos,
Como um dia já foi...

Francisco de Assis
Renasça de novo
Reensine teu povo,
Que custa tão pouco
Um coração ser feliz...

Francisco menino...
Francisco Senhor...
No teu ensino,
A lição é o amor...

Francisco de Assis,
Pela tua cartilha,
Se aprende feliz,
O dom da partilha...

Autora: Cris Cervo

Texto enviado a mim pela amiga Rosie:

http://fotolog.terra.com.br/rosiie

domingo, 5 de março de 2006

O CÃO


AmigoPosted by Picasa


O CÃO

Quando DEUS criou a terra e o céu
Nada foi deixado ao léu
As árvores, as flores, os peixes no mar
As aves e insetos, passando no ar.

E quando finalmente terminou
Tudo era novo, belo e profundo!
O senhor então pensou:
Vou sozinho caminhar por este mundo.

Viajou muito e um nome dava a tudo que via
E por onde quer que caminhasse
Uma pequena criatura o seguia
Sempre a seus pés, mesmo quando a força já fugia.

Finalmente sobre e terra, céu e mar.
Tudo tinha um nome, tudo estava no lugar.
E a pequena criatura então falou:
E a mim Senhor, de que maneira vais chamar?

Fazendo um carinho no cansado animal
Ternamente o Pai lhe disse: “Deixei-te pro final”
Mas não te entristeças comigo,
Pois mais que um nome, te chamarei de Amigo!

(Autor Desconhecido)

sábado, 4 de março de 2006

VIRA-LATAS

Abandono Posted by Picasa


Vira Latas
(Autor desconhecido)

Cheirando a canha e fumaça
A cruza de dois sem raça
Nasceste no olho da rua
Perambulaste em sarjetas
Sem nunca mamar nas tetas
Da mãe que um dia foi tua.

Sofreste o frio e o abandono
Daqueles que não tem dono
E que jamais tiveram teto,mas por trás deste focinho
No olhar imploras baixinho
Que aceitemos o teu afeto.

Pelo ralo, pulgas, sarna...
Por pouco não desencarnas,
Doente e louca de fome, foste achada cachorrinha
Assustada, tão sozinha, sem sequer possuir um nome!

Pedigree, doutor, vacina,
No amargor de tua sina, levaste vida de bicho!
Quase sempre escorraçada, só tinhas a madrugada,
Prá comer restos de lixo.

Dividiste espaço e pratos,
Com outros cães, talvez gatos,
Brigando por um cantinho
Um lugar que te abrigasse,
Onde a chuva não molhasse,
Que fosse seco e quentinho.

Quis o destino no entanto, talvez pro teu próprio espanto
Que outro dia alguém te achasse
E ao te ver machucadinha,
te arranjasse uma caixinha
e com carinho, te adotasse.

Que inveja tem outros cães,
mesmo aqueles que têm mães
Ao te verem bela e faceira
Senhora do pátio, jardim,
de um corredor sem fim, ao sol,
Dormindo na esteira...

quarta-feira, 1 de março de 2006

EU SOU AQUELE QUE TE ESPERA...


Eu Sou Aquele Que Te Espera Posted by Picasa

O teu carro tem um som especial
e eu posso reconhecê-lo entre mil.
Os teus passos têm um timbre de magia
- eles são música prá mim -
A tua voz é o sinal maior do meu momento feliz
e às vezes tu nem precisas falar: eu "ouço" a tua tristeza.

Se vejo tua alegria, como isso me faz feliz !
Eu não sei o que é cheiro bom ou mau:
só sei que o teu cheiro é o melhor.

De algumas presenças eu gosto, de outras não,
mas a tua presença é a que movimenta os meus sentidos.

Tu acordado me despertas,
tu dormindo és o meu Deus em repouso
e eu velo teu sono.

O teu olhar é um raio de luz
quando percebo o teu despertar.

As tuas mãos sobre mim
têm a leveza da paz.

E quando tu sais, tudo é vazio outra vez ...

Eu volto a esperar sempre e sempre
pelo som do teu carro,
pelos teus passos,
pela tua voz,
pelo teu estado (sempre inconstante) de humor,
pelo teu cheiro,
pelo teu repouso sob minha vigília,
pelo teu olhar,
pelas tuas mãos.

E até consigo ser feliz assim !

Eu sou aquele que te espera:
eu sou teu cão.

© Silvia Schmidt ©
No livro "Nossas Raízes"© 1998 ©

ODE AO GATO DE PABLO NERUDA


Ode ao Gato Posted by Picasa

ODE AO GATO
Pablo Neruda
tradução: Eliane Zagury

Os animais foram imperfeitos,
compridos de rabo, tristes de cabeça.
Pouco a pouco se foram compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça vôo.

O gato, só o gato apareceu
completo e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.

O homem quer ser peixe e pássaro,
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato quer ser só gato
e todo gato é gato do bigode ao rabo,
do pressentimento à ratazana viva,
da noite até os seus olhos de ouro.

Não há unidade como ele,
não tem a lua nem a flor tal contextura:
é uma coisa só como o sol ou o topázio,
e a elástica linha em seu contorno firme e sutil
é como a linha da proa de uma nave.

Os seus olhos amarelos deixaram
uma só ranhura para jogar as moedas da noite .

Oh pequeno imperador sem orbe,
conquistador sem pátria,
mínimo tigre de salão,
nupcial sultão do céu das telhas eróticas,
o vento do amor na intempérie
reclamas quando passas
e pousas quatro pés delicados no solo,
cheirando, desconfiando de todo o terrestre,
porque tudo é imundo
para o imaculado pé do gato.

Oh fera independente da casa,
arrogante vestígio da noite,
preguiçoso, ginástico e alheio,
profundíssimo gato,
polícia secreta dos quartos,
insígnia de um desaparecido veludo,
certamente não há enigma na tua maneira,
talvez não sejas mistério,
todo o mundo sabe de ti
e pertences ao habitante menos misterioso

talvez todos acreditem,
todos se acreditem donos,
proprietários, tios de gato,
companheiros, colegas,
discípulos ou amigos do seu gato.

Eu não.
Eu não subscrevo.
Eu não conheço o gato.
Tudo sei, a vida e o seu arquipélago,
o mar e a cidade incalculável,
a botânica o gineceu com os seus extravios,
o pôr e o menos da matemática,
os funis vulcânicos do mundo,
a casca irreal do crocodilo,
a bondade ignorada do bombeiro,
o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.

Minha razão resvalou na sua indiferença,
os seus olhos têm números de ouro.

O RON-RON DO GATINHO


O ron-ron do gatinho Posted by Picasa

O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.

Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.

É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso faz ron-ron
para mostrar gratidão.

No passado se dizia
que esse ron-ron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.

Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ron-ron em seu peito
não é doença - é carinho.


Ferreira Gullar
Poema do livro "Um Gato Chamado Gatinho"

O GATO


O Gato Posted by Picasa

O gato é secreto.
Tece com calma o mistério do mundo.
O gato é elétrico.
Pura energia a percorrer a espinha.
O gato é orgulho.
Sem humildade, jamais se entrega.
O gato é desejo.
Atração pela lua e telhados.
O gato é sagrado.
Olho no olho que brilha.
Um susto.
Parece que vemos Deus.

Donizete Galvão

DOIS SONHOS...

DOIS SONHOS Posted by Picasa

O gato dorme a tarde inteira no jardim.
Sonha (?) tigres enviesados a chamá-lo para a fraternidade no jardim.
Continua dormindo, enquanto ignoro a natureza e o limite do seu sonho
e por minha vez
também me sonho (inveja) gato no jardim.

Carlos Drummond de Andrade